segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mancha roxa

Você vem e marca minha carne e a minha memória.
"Eu você nós dois, já temos um passado meu amor."
Sua boca vai da minha testa ao meu sexo e eu não sei onde eu te quero mais.
Você crava o dentes com raiva no meu corpo seco e suculento. Me pune pela sua ausência. Carimba sua saudade dura e inconfessável.
Eu digo não e você faz brotar a força meu desejo.
A dor estrala vermelha no meu rosto quente e macio e você se despede.

Nas minhas coxas o seu retrato se demora e eu não fico nua sem meu olhar pousar na sua gula.
Eu olho e não consigo ficar sem provocar a dor.
Quando some à vista já é dia de você voltar.
Teodora tinha um peixinho dourado.
Tinha também muita fome de abraço.
O peixinho, gelado, escorregava dos seus carinhos.
Teodora tinha que apertar com cuidado até ele parar quieto.
Até que não precisou mais.