quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Janela

A cada 10 minutos uma avião cruza a janela com seu fôlego alto e pesado. Metade da copa de uma arvore, o lado de um prédio de quatro andares e o topo do que parece uma ponte dividem espaço na janela. As folhas acenam  no vento. As janelas denunciam presenças. No meio delas o cimo da ponte. Céu e silêncio. O barulho atravessa as paredes, mas a árvore, as janelas e a ponte são só silêncio. Nuvens e silêncio. Livre, solitário e quieto. Nas nuvens um colibri de vapor. Eternamente emoldurado, durante alguns segundos.

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